domingo, 30 de agosto de 2009

ALTERNATIVA DE PODER

As eleições estaduais do próximo ano, apesar de absolutamente despolitizadas, acabarão por armar o cenário em que se dará a batalha eleitoral de 2012. Se o grupo de esquerda não aprender com os resultados de 2008, vai continuar assistindo o jogo institucional de fora do campo, uma briga de cachorro grande entre dois ou três projetos, cada vez mais parecidos, todos se apresentando como a melhor alternativa para destravar e alavancar o progresso: o campo do PMDB, do PSB e agora, do PTB. O centro do debate serão o número de obras e a forma de atender o eleitor, a comparação entre os governos Avelar MouraXArlindo Neto e até mesmo Francisco da Cruz. Para usar uma expressão mais adequada, vamos ver "quem fez melhor o dever de casa", leia-se, quem pagou os servidores em dia, quem pagou melhor os donos de carro, quem deu mais empregos e até mesmo esmolas ao eleitor, e por ai vai.
E o pior é que, se o PDT e o PT não criarem uma alternativa, quem vai decidir o jogo será o PTB, um partido recem criado no município e que já começa a falar grosso, inclusive ameaçando candidatura própria em 2012. E é bom lembrar que o PTB só tem compromisso com Arlindo Neto até 2012 e assim mesmo se o partido continuar confortável em seu governo.
Aliás, esse jogo pode ser resolvido antes de começar o primeiro tempo. Alguns fatores podem levar a um consenso que imponha, em 2012, uma solução de "união por Campinas", em torno de alguém como Arlindo Neto, Cid Júnior ou até mesmo Francisco da Cruz, lideranças que se apresentam "acima das classes e dos partidos" e capazes de promoverem um governo de "coabitação" PMDB/PSB/PTB.
O fator com mais potencial para pressionar uma solução desse tipo é a imprevisível crise econômica que começa a trazer turbulências para a economia do município. O agravamento da crise e o risco de Arlindo Neto ficar refém do PTB podem levar a administração municipal para posições mais conservadoras ou radicais.
Até porque a força do PTB fica maior ainda, quando se verifica um certo distanciamento das lideranças do PSB com seu eleitor. Não havendo outras forças incontestáveis, o PTB será o divisor de águas, deixando para trás o PDT e o PT. PMDB e PSB sairam desta última eleição mais ou menos do mesmo tamanho, isso, computando ao PMDB o grupo de Francisco da Cruz e o minguado PSDB. Arlindo Neto impôs maioria na cidade, nos povoados e em muitas outras localidades, mas com um administrador "terceirizado", filiado ao PSB.
Não se pode dizer que o PDT e o PT foram derrotados nesta última eleição, mas sairam com menos peso político. A indefinição de Naira Lopes, a grande líder do PDT, terminou por esfarelar a malfadada transferência de votos do partido para Cid Júnior. No PT, o enfraquecimento se deu porque as lideranças regionais não apostaram nas lideranças municipais. E como deu trabalho para Francisco da Cruz eleger seus vereadores, na região da Chapadinhs, onde o ex-prefeito tem seu berço político, foi necessário se fazer a campanha mais cara de todo o município na relação custo/eleitor.
Diante deste quadro, deve saltar aos olhos de quem se considera à margem destes políticos a necessidade de se tentar criar uma alternativa à bi ou tripolaridade conservadora ou ao consenso das oposições. A primeira coisa é abandonar a ilusão de uma candidatura do PTB, até porque qualquer candidatura do PTB só terá alguma possibilidade se aprovada pelo PMDB. Aliás, pode acontecer de o PMDB oferecer a Vice ao PTB em 2012, pois, com o lançamento prematura da candidatura de Francisco da Cruz a prefeito, a tendência é que ele, na ocasião, já não desfrute mais do atual índice de popularidade.
A segunda questão é reconhecer a necessidade de se formar uma frente oposicionista em 2012 que se auto-proclame alternativa de poder. Não se trata aqui de analisar a questão somente pelo resultado eleitoral do PDT e PT que foi abaixo da expectativa. Os resultados matemáticos desses partidos foram fracos, principalmente pela desigualdade de condições frente ao PMDB e PSB. Mas o fato é que esses dois partidos, mesmo juntos, não se apresentaram como uma real alternativa de poder.
Uma frente de esquerda tem que apresentar um projeto político alternativo, para além das eleições, e não ser um mero expediente para eleger parlamentares e dar musculatura a máquinas partidárias.
A criação de uma alternativa real de poder em 2012 não pode ser apenas um ato de vontade da esquerda. Se o movimento de massas não se reanimar, a reedição de uma frente de partidos com registro em 2008 será apenas um gesto burocrático. O que precisamos, além de apostar no movimento de massas, é constituir uma FRENTE POLÍTICA, baseada num programa comum e na unidade de ação, uma frente muito mais ampla do que esses dois partidos citados e que incorpore outras organizações populares, movimentos sociais, personalidades e correntes de esquerda.
Mas não pode ser uma frente política apenas para disputar eleições, mas para unir, organizar e mobilizar os setores populares num bloco histórico para lutar por uma alternativa de esquerda para o município, capaz de galvanizar os trabalhadores pelas transformações econômicas, sociais e políticas, na construção de uma sociedade fraterna e solidária. As experiências recentes mostram que a esquerda só tem possibilidade de se tornar alternativa de poder e de realizar mudanças a partir de eleições, se a vitória eleitoral for produto do avanço do movimento de massas e se vier a enfrentar os inimigos de classe e romper os limites da legalidade dominate.

10 comentários:

  1. PDT e PT possuem quadros capazes de fomentar no seio de cada campinense a esperança de um porvir melhor.

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  2. às vezes fica difícil de falar em política nesta cidade, o texto tem uma boa explicacão de fatos políticos que ocorreram e que podem ocorrer em Campinas, mas o mais importante, "a nocão de massas"; FICA CLARO dois itens...primeiro que a nocão de massa se aplica a toda e a qualquer oposicão, ja dizia Maxx "o povo tem o poder nas mãos, basta aplicá-lo com dever". E depois que a "massa" nunca deve ser comprada, pois dai, perderia seu conceito inicial,pois como diz o texto, esta última eleicão foi umas das mas caras custo benefício;
    custo político...benefício eleitor...fica a pergunta...será sempre assim?só ganha quem tem dinheiro?, porque dai fica fácil controlar a massa...meu professor de BIOQUÍMICA na faculdade "pediu" para que eu e mais uma amiga nos retirássemos da sala esta semana porque falamos que o pai dele só ganha porque controla a dita "massa" em Taubaté-SP, com o dinheiro, no dia que o dinheiro sumir, a massa sumirá junto...e Maxx ficará com vergonha da massa...

    Ass: GUGU

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  3. Uma analogia é uma relação de equivalência entre duas outras relações.

    As analogias têm uma forma de expressão própria que segue o modelo: A está para B, assim como C está para D. Por exemplo, diz-se que: "Os patins estão para o patinador, assim como os esquis estão para o esquiador", ou seja, a relação que os patins estabelecem com o patinador é idêntica à relação que os esquis estabelecem com o esquiador.

    A maior parte das pessoas achará a analogia dos esquis/patins verdadeira. No entanto, é extremamente dificil estabelecer de forma rigorosa porque é verdadeira. Normalmente, as analogias são fluidas e uma análise mais detalhada poderá revelar algumas imperfeições na comparação. Afinal, esquiar e patinar são actividades parecidas, mas não são exactamente iguais.Portanto, não podemos nivelar um Político com o Outro, já que na última eleição, ficou explicito a diferença monumental entre Cidim(sem recursos financeiros, mas com serviços prestados à comunidade),e Francisco da Cruz(Detentor provisório dos recursos do município, utilizou-se de meios no mínimo duvidosos)tornando assim uma competição desleal.!!

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  4. Falar em movimento de massas, de trabalhadores num município como Campinas do Piauí é um tanto ilusório. Marx concebia como trabalhador o operário industrial. Essa espécie de proletário é a única considerada por Marx como capaz de dar início a uma revolução e por conseguinte provocar mudanças sociais, devido à politização e conscientização através de sindicatos e organizações dos trabalhadores, os quais ganham força na unidade da indústria.
    Marx não dava muita importância ao trabalhador rural como agente revolucionário. Esse só ganhava importância quando saia do campo para trabalhar na indústria urbana_ caso dos campinenses que migram para São Paulo. E mesmo nesse caso apenas aqueles que forem lotados em indústrias.
    A questão que é colocada de que a esquerda deve provocar mudanças através de eleições é outra ilusão. Fica claro até mesmo ao menos politizado de que qualquer eleição, seja em nível federal, estadual ou municipal é decidida pelo poder econômico, pelo dinheiro, pela grana, pela bufunfa, pela compra direta ou indireta do voto.
    O capitalista, como detentor do poder econômico, decide qualquer eleição.
    A ilusão de que um operário governa o país cai por terra quando se vê a extrema dependência do governo Lula em relação a empresários, a políticos coronéis (Sarney, Collor, PMDB e bandidos que se transferiram do DEM e PSDB para legendas ditas de esquerda, como PSB e PTB). Toda essa cambada é quem sustenta, ou melhor, parasita o governo Lula. E Lula gosta de sustentar esses malacas!
    De qualquer forma, os tempos mudam. A indústria não é a mesma do tempo de Marx. Com a automação quase não existe mais proletário industrial. A quantidade de trabalhadores industriais é mínima se comparada à quantidade de bens e serviços produzidos na atualidade. Os poucos que existem são desorganizados, fragmentados.
    Eu também já não acredito mais tanto em revolução. Deixo o ressentimento de lado para melhor contemplar a vida em seus sofrimentos e belezas.

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  5. Eu acho a política de Campinas um verdadeiro comercio como sempre so funciona na compra de votos,depois que passou a eleição começou aparecer os carros novos,o carro mesmo da mulher do ex-vice ela abre a boca e diz que nao é para eleitor andar no carro dela,ela ja esqueceu que o carro foi comprado com o dinheiro do povo,abre os olhos Campinenses....

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  6. Valmar Alves (transferido p picos)2 de setembro de 2009 às 16:04

    Washington
    "tornando assim uma competição desleal.!!"
    mas não é povo que decide?
    puts DANIEL, comenta ai véi...
    Ou eu estou errado ou aquela versão da idade da pedra é verdadeira, "O DINHEIRO COMPRA TUDO".
    "Alô é o valmar
    ele sim, quem fala
    é o povo
    tudo bem povo?
    valmar me da dinheiro q volto em ti
    não tenho, sou liso, feio e ando de havaianas
    esquece valmar, vc não ganha nada aqui..."
    mas deixa assim..sou uma crianca inocente
    "o povo ai não tem poder, apenas querer"

    Ass: GUGU

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  7. A eleição em Campinas tem demostrado que so ganha quem ta no poder,o curral eleitoral esta sempre preso na hora certa eles abordam com chantagem que sabe que Campinas é uma cidade de pouca renda financeira,ficam comprando voto,o ex-prefeito Chico de Miguel so sabe da emprego para a familia dele,o ex-vice é pior ainda se acha o dono da situação e depois vem o atual prefeito que ja comprou ate apartamento em Teresina-PI,o atual vice ninguem nem ver so é recebendo a bolada.
    Que povo sem visão política são esses Campinenses,"Deve ser por falta de opção".

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  8. Parece que agora existe um blog de verdade,visto que as baixarias foram deixadas de lado.
    Assim poderemos ficar informado de coisas que deveriamos saber antes no nosso cenario politico ao invés de irmos para a internet-excelente meio de cominicação- apenas ler e escrever baixarias e ofensas a pessoas trabalhadoras.
    Parabens ao maderador do blog, e que Campinas e seus filhos nos informe do aqui acontece.
    Ass; F.C.N

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  9. não vou mais escrever o que eu acho nesta porquera de blog, por que eu disse a verdade e não foi colocada, isto é uma vergonha para quem fundou este blog.
    eu escrevo a minha linguagem que eu aprendi; não esta que vcs colocam, uma linguagem de codigos e cientifica como se campinas todo fosse médico ou advogado para decifrar hiéroglifos.anonimo

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  10. campinas hoje esta vivendo um momento ñ muito bom delicado>>>>>>>>>ha muito tempo ñ se via gente passando fome em nosso municipio valmar,pedimos ajuda o nosso povo passa fome e niguem ta nem ai,a verba q vem para ajudar as familias carentes cade os representantes do povo q são os veriadores como semple caro valmar se cala com propinas tanto do execultivo como do leslislativo propina dos dois lados,espero q os veriadores tome as providencias cabiveis.

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